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	<title>how to get more karma?</title>
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		<title>how to get more karma?</title>
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		<title>O Sr. Biskies ganha uma casa</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 13:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Furbino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[poemas animais gatos biskies]]></category>

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		<description><![CDATA[Este poema é levemente baseado no excelente livro &#8220;Uma casa para o Sr. Biswas&#8221;, de V.S. Naipaul. Segue um breve resumo dele retirado do Taverna.com.br: Uma casa para o sr. Biswas passa-se em Trinidad e é inspirado na infância e adolescência do autor. A maior ambição de seu protagonista, Mohun Biswas &#8211; de origem hindu, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=morekarma.wordpress.com&amp;blog=4044884&amp;post=15&amp;subd=morekarma&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este poema é levemente baseado no excelente livro &#8220;Uma casa para o Sr. Biswas&#8221;, de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/V._S._Naipaul">V.S. Naipaul</a>. Segue um breve resumo dele retirado do Taverna.com.br:</p>
<blockquote><p><span class="txtResenha"><em>Uma casa para o sr. Biswas</em> passa-se em Trinidad e é inspirado na infância e adolescência do autor. A maior ambição de seu protagonista, Mohun Biswas &#8211; de origem hindu, ele é uma recriação ficcional do pai do autor -, é ter sua própria casa. A história desse personagem irremediavelmente deslocado é toda recheada de divertidíssimas peripécias, sempre girando em torno dessa eterna busca de um lar e de uma ocupação satisfatória. Em suas aventuras, está sempre às voltas com parentes, vizinhos e amigos intrometidos, que ora o atrapalham ora o ajudam em sua cruzada. &#8220;Uma obra de grande poder cômico, concebida com uma compaixão sólida e sem sentimentalismos&#8221; (Anthony Burgess).</span></p></blockquote>
<p><strong>O Sr. Biskies ganha uma casa</strong></p>
<p>Biskies era um gato torto,<br />
de olhos tortos,<br />
pernas tortas,<br />
focinho torto.<br />
Biskies não era nada especial,<br />
era um gato qualquer,<br />
um bicho imundo<br />
jogado num canto da casa,<br />
miando chorosamente<br />
por um copo de leite,<br />
por uma elétrica gota<br />
da essência da desessência.</p>
<p>A cabeça de Biskies, torta e rota,<br />
ronronava como sua boca.<br />
eram célebres seus delírios-desígnios,<br />
célebre sua felinez em desencanto.<br />
Biskies não comia ração, não comia nada,<br />
só bebia. bebia uma fragrância félis,<br />
extrato de urtigas flamejantes,<br />
advinda do seio da mãe-gato,<br />
da mãe-terra, da mãe-deus<br />
que em sua casa o criava,<br />
na qual o gato nunca roubara uma cena,<br />
nem roubara nada na vida.<br />
<span id="more-15"></span><br />
Era um bicho bem comportado.<br />
nunca fizera revolução,<br />
nem nunca falara, como os outros.<br />
Biskies não era querido nem odiado,<br />
não era amado nem repugnado:<br />
era só um gato, o Biskies, o Bikki.<br />
não se odeia gatos. não se ama gatos.<br />
gatos são feitos para serem admirados.<br />
gatos são segredos eternos da vida,<br />
e Biskies também o era.<br />
era a atemporalidade felina:<br />
o mórbido mistério com pêlos.</p>
<p>Era da altura de nove anos,<br />
e então um dia Biskies morreu outra vez.<br />
sua ama-de-leite não chorou,<br />
sua caixa-de-areia não chorou,<br />
mas Biskies o fez. ele chorou.<br />
no céu dos gatos Biskies foi bem recebido,<br />
mas mesmo assim continuava a chorar.<br />
no céu dos gatos o sr. Biskies ganhou um lar.<br />
chorou por isso, e chorou por mais.<br />
um lar era o que Biskies mais odiava.<br />
um lar era o que representava<br />
tudo o que ele sonhara ter em suas nove vidas.</p>
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		<title>Um pequeno instante</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 00:13:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Furbino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[A idéia para esse texto me veio em mente enquanto voltava para casa hoje à noite, após o trabalho. É uma história simples e sem muitos rodeios. Resolvi escrevê-la após ver o Kabral recomendar lá no Plurk umas três vezes que eu usasse o tempo livre das férias para escrever algo. Enfim, boa noite! =) [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=morekarma.wordpress.com&amp;blog=4044884&amp;post=14&amp;subd=morekarma&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A idéia para esse texto me veio em mente enquanto voltava para casa hoje à noite, após o trabalho. É uma história simples e sem muitos rodeios. Resolvi escrevê-la após ver o Kabral recomendar lá no <a href="http://www.plurk.com/user/Caranthir" target="_blank">Plurk</a> umas três vezes que eu usasse o tempo livre das férias para escrever algo. Enfim, boa noite! =)</em></p>
<p><strong>Em média, duas pessoas morrem atropeladas por dia nas ruas de Belo Horizonte. Mas não é devido ao caos das grandes cidades, nem se trata da desatenção de quem trafega ou anda pelas largas avenidas. É tudo uma questão pura e simplíssima de destino, e daquilo que implica sair de casa todos os dias e desafiar as nuvens, o ar e a terra andando sobre esse mundo. Não se pode deter as horas, assim como não é possível parar a vida. O ritmo frenético das aceleradas dos carros, o êxtase da alta velocidade, o andar bamboleante de todos os pedestres… tudo conspira para o fim. Tudo é uma coluna que sustenta o apagar de uma vida e o início de uma saudade.</strong></p>
<p>Eram onze horas da manhã, e chovia, quando Maíra saiu de casa. As gotas d’água lhe escorriam pelas costas, mas ele não ligava. Tinha andado afoito durante toda a semana, apenas esperando por esse dia, e hoje nem chuva nem obstáculo algum iria se colocar entre ele e seu objetivo.</p>
<p>Andava depressa pela calçada, sem prestar muita atenção nos passantes. Um, dois, três quarteirões ele andou, até chegar à avenida principal que cortava o bairro. Rodeada de árvores, vendas e quiosques, era também um lugar onde muitos carros passavam todos os dias. Maíra esperou o sinal para pedestres ficar verde e atravessou a avenida. Ao longe, ouviu uma freada brusca e um baque surdo. Não ligou para o barulho, apesar das pessoas terem voltado toda sua atenção para ele.</p>
<p>Cruzou mais dois quarteirões e finalmente chegou ao açougue. O dono do lugar logo notou sua presença e lhe deu, com um sorriso estampado no rosto, aquilo que ele viera buscar. Maíra refez veloz o caminho de volta para casa, segurando apertado junto de si o seu pequeno embrulho. Seria o presente que daria a Li, que há pouco tempo havia conhecido e, desde então, passara a amar profundamente. Ela fazia anos neste dia.<br />
<span id="more-14"></span><br />
Ao chegar novamente à avenida, Maíra se deparou com uma grande aglomeração de pessoas, que formavam um círculo ao redor de um ponto no asfalto. Já estava atrasado para o encontro como Li, mas sua curiosidade foi maior. Abriu espaço entre as pernas das pessoas, enfiando sua cabeça por entre elas, e viu o que todos, mais altos do que ele, já enxergavam: um corpo ensangüentado de mulher estirado no chão, marcas de pneus no asfalto, pessoas chorando em profundo desespero, policiais e paramédicos fazendo seus trabalhos.</p>
<p>Maíra tratou de sair logo dali. Não era uma cena muito agradável de se ver, nem  exatamente motivadora para antes de um encontro romântico. Voltou à calçada e seguiu apressado para casa — tinha poucos minutos para se arrumar antes de Li chegar. Enquanto rearranjava o embrulho de papel com seu presente entre os dentes, perdeu por um momento a visão do passeio.  Ouviu, então, ao longe uma freada brusca, e mais distante ainda um baque surdo. Caiu de súbito no chão de concreto. Gania baixinho. O pequeno pacote que carregava consigo foi atirado longe, espalhando pedaços de salsicha pela rua.</p>
<p>Os olhos de Maíra tornaram-se opacos. Não entendia nada. Via as pessoas espantarem-se com o que havia acontecido, chamarem por ele e, logo depois, deixarem-no de lado. Assim como Maíra não prestava atenção à morte dos homens, também eles pouca importância davam à dele. Foi-se, assim, sem alarde e sem poder entregar seu presente àquela de quem gostava ou despedir-se dos que o haviam adotado tempos atrás.</p>
<p>Se todos os cães merecem o céu, tomara que haja, também, um lugar nele para Maíra.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/morekarma.wordpress.com/14/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/morekarma.wordpress.com/14/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/morekarma.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/morekarma.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/morekarma.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/morekarma.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/morekarma.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/morekarma.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/morekarma.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/morekarma.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/morekarma.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/morekarma.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/morekarma.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/morekarma.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/morekarma.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/morekarma.wordpress.com/14/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=morekarma.wordpress.com&amp;blog=4044884&amp;post=14&amp;subd=morekarma&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Praça</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 00:22:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Furbino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[O homem chegou à praça, deu três voltas ao seu redor e então suspirou. Olhou. Parou. Retirou da mala o violino. Afinou-o. Beijou-o. Tocou. A vizinhança acordou de súbito, logo abriu as janelas das casas e acendeu suas luzes — todas. O homem continuava na praça, com o violino em punho, cantando e contando sobre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=morekarma.wordpress.com&amp;blog=4044884&amp;post=13&amp;subd=morekarma&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O homem chegou à praça,<br />
deu três voltas ao seu redor<br />
e então suspirou. Olhou. Parou.<br />
Retirou da mala o violino.<br />
Afinou-o. Beijou-o. Tocou.<br />
A vizinhança acordou de súbito,<br />
logo abriu as janelas das casas<br />
e acendeu suas luzes — todas.<br />
O homem continuava na praça,<br />
com o violino em punho,<br />
cantando e contando sobre<br />
um leão em Sião;<br />
um barco no mar;<br />
uma tenda nos céus.<br />
A praça se encheu de gente,<br />
gente muda, que só escutava<br />
o coração do leão;<br />
as ondas do mar;<br />
a chuva nas nuvens.<br />
O ar se aqueceu e o céu<br />
se pontilhou de novas estrelas.<br />
Um cheiro doce, como jasmim,<br />
se espalhou pela praça e pelas casas.</p>
<p><span id="more-13"></span>O violinista sabia, mas não via.<br />
O povo via, mas não sabia.<br />
Ao redor do círculo de gente<br />
uma outra gente se agrupava:<br />
guerreiros vermelhos;<br />
sereias pequenas e azuis;<br />
deuses do ar e da luz.<br />
A praça ainda se enchia de gente,<br />
gente muda, que só escutava.<br />
A voz retumbante do violinista<br />
ecoava. Bradava. Não parava.<br />
Todo coração se amolecia,<br />
se fazia humano mais uma outra vez.<br />
Era o canto brando e vaporoso<br />
do homem que ama<br />
e deixa-se amar<br />
o que era ouvido na praça.<br />
O músico — o violino — a vida,<br />
tudo fazia sentido.<br />
Todo o povo se movia em frenesi,<br />
conforme o canto que ouviam<br />
ganhava forma em sua mente<br />
e no seu coração.<br />
Suas mentes divagavam<br />
por mundos  de sonhos possíveis;<br />
faziam-se vivas<br />
como o dente-de-leão;<br />
como o peixe-palhaço<br />
ou o pássaro que migra no verão.<br />
Fechavam os olhos e voavam,<br />
abriam-nos e não voltavam.<br />
O seu mundo, então entenderam,<br />
era só o farelo de um algo maior.<br />
O violinista sorriu;<br />
a música parou. Cessou-se tudo.<br />
O violino foi mais uma vez<br />
beijado e guardado.<br />
O músico se levantou,<br />
rodeou três vezes a praça<br />
e então suspirou. Olhou. Partiu.<br />
Aquela gente acordou aos poucos,<br />
e dando breves olhadelas cintilantes<br />
uns para os outros<br />
voltaram embriagados para suas casas.<br />
Apagaram as luzes.<br />
Fecharam as janelas.<br />
Voltaram a dormir.<br />
Os cavaleiros, as sereias e deuses<br />
esfumaçaram-se e viraram o nada.<br />
O cheiro do jasmim desapareceu<br />
do ar e da praça.<br />
A cidade mergulhou em silêncio,<br />
o mesmo silêncio que antecede<br />
o último grande mergulho.<br />
Uma a uma as novas estrelas<br />
foram se apagando<br />
universo afora.<br />
O ar voltou a ser somente morno,<br />
o mundo tornu-se o mesmo de sempre,<br />
mas o coração daquela gente,<br />
ah, esses mudaram para sempre:<br />
permaneceram sempre-vivos,<br />
brilhando como uma chama no escuro<br />
graças à lembrança perpétua<br />
do dia em que descobriram<br />
que o homem que ama<br />
jamais morre, mesmo que<br />
o fogo, a música, o conto<br />
que o deu vida tenha cessado.<br />
O músico deu a todos eles<br />
o que faltava-lhe para<br />
serem completos:<br />
ver, e não somente crer,<br />
em um lugar onde<br />
pudessem ser felizes em paz,<br />
lugar que só pode ser<br />
enxergado e visitado<br />
por aquele que sabe que,<br />
no final das contas,<br />
no fim tudo se resume a</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/morekarma.wordpress.com/13/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/morekarma.wordpress.com/13/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/morekarma.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/morekarma.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/morekarma.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/morekarma.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/morekarma.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/morekarma.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/morekarma.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/morekarma.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/morekarma.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/morekarma.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/morekarma.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/morekarma.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/morekarma.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/morekarma.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=morekarma.wordpress.com&amp;blog=4044884&amp;post=13&amp;subd=morekarma&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Líu</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 18:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Furbino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Até que ponto estamos dispostos a abdicar de nossas próprias verdades para aceitar as dos outros? — Havia uma menina, o nome dela era Líu. Ela gostava de Pink Floyd, muito bem. Tinha uns sete, oito anos, eu acho. Quem tinha? A Líu, obviamente. Continuando… a música preferida dela era Fat Old Sun, afinal de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=morekarma.wordpress.com&amp;blog=4044884&amp;post=11&amp;subd=morekarma&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong>Até que ponto estamos dispostos a abdicar de nossas próprias verdades para aceitar as dos outros?</strong><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> — Havia uma menina, o nome dela era Líu. Ela gostava de <em>Pink Floyd</em>, muito bem. Tinha uns sete, oito anos, eu acho. Quem tinha? A Líu, obviamente. Continuando… a música preferida dela era <em>Fat Old Sun</em>, afinal de contas tinha uma história e tanto com essa canção. Quando Líu deu seu primeiro beijo, estava tocando <em>Fat Old Sun</em> no alto-falante da praça; quando Líu deu a luz à seu primeiro filho, estava tocando <em>Fat Old Sun</em> no <em>walkman</em> do médico; quando Líu se casou, estava tocando <em>Fat Old Sun</em> fora da Igreja. E, finalmente, quando Líu morreu, tocaram <em>Fat Old Sun</em> em sua homenagem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Ora, que mentira! Como é? É uma grande mentira, essa história que você contou. Mentira…? Mas por quê? Por que você mesmo disse que Líu tinha apenas sete anos! Sete ou oito, foi o que eu disse. Não importa! O que quero dizer é: como uma menina de sete ou oito anos vai beijar, ter um filho, se casar e morrer? Bem, ela pode dar um beijo e morrer, e se casar também, se quiser. Mas e quanto a ter um filho?! É, isso ela não pode fazer. Viu! Sua história é uma grande mentira! Mas por que, camarada? Por que essa Líu não existe! Oras, claro que existe… eu a conheço. Não, você não conhece! Certo, eu não conheço a Líu, mas um amigo meu a conhece. Não, ele não conhece! Ok, ninguém sabe quem é Líu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Ah! Então você admite que sua história é falsa? Não. Mas você disse que não conhece essa tal de Líu… Sim, eu disse. Então…?! Então que isso não significa que minha história seja falsa. Por quê? Porque os anos têm mais tempo do que você pode contar. Como assim? Não entendi… Certo, vou explicar: os anos têm mais tempo do que você pode contar! Você não explicou nada, só repetiu o que havia dito! Então, isso é uma explicação. Como assim? Eu disse que os anos têm mais tempo do que você pode contar, logo, para mim que sei como isso pode acontecer, está explicado. Mas eu não sei como isso pode acontecer, e exijo que você me explique! Ah, você não sabe? Não, não sei. Então como você pode dizer que Líu não existe se não pode contar o tempo em quatro anos de vida? Eu posso dizer que ela não existe pois você não a conhece e inventou essa história! E digo mais: quatro anos de vida têm exatamente 1460 dias, 35040 horas e 2102400 segundos. Logo esse é o tempo de vida de Líu! Não, não é. Como não é? É tudo matemático! Não estou nem aí para a matemática, meu camarada. Se você não pode enxergar além de marcas de tempo e espaço, então não serve para compreender a mentira que criei.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span id="more-11"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Haha! Então você admite que era uma mentira! Não, não admito. Mas você disse… Sim, eu disse. Então é uma mentira! Não, não é. E por quê não? Porque eu acredito nela. Mas eu não! Você não tem maturidade para crer ou não crer em nada. Haha! Não tenho, é? Eu sou um doutor, tenho um consultório, atendo gente! E ainda assim você acha que não tenho maturidade?! Exato, você não tem. Diga-me porque chegou a essa conclusão, então! Simples: você não sabe contar. Lógico que sei! Óbvio que sei! Veja só: 1, 2, 3, 4… Certo, agora conte em números geométricos. Números o quê? Geométricos. O que é isso? Viu, você não sabe contar. Não, me explique o que são números geométricos que eu conto pra você, eu posso fazê-lo! Não, você não pode. E por que não seu filho de uma… Por que você não tem maturidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Ai, me diga de uma vez: o que te leva a crer que não tenho maturidade?! Como já disse, é simples: você não sabe contar. Meu Deus! Eu já contei pra você: 1, 2… não, quero números geométricos. Mas eu não sei o que é isso! Então, conseqüentemente, não sabe contar. Eu vou-me embora… Para Pasárgada? Deixe de ser idiota, não sou Bandeira! Exatamente, não tem competência para sê-lo. Meu senhor, passar bem, vou-me. </span><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Au revoir</span></em><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">!</span></em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> Então vá, </span><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">n&#8217;oubliez pas la logique</span></em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">. Ah, você falas francês! Até que enfim algo em comum entre nós dois. Não foi francês, foi <em>geométriquico</em>. Ah, vá se catar, meu senhor! Eu vou seguir meu caminho, e que o senhor siga o seu; adeus!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">“Além de Fat Old Sun, Líu gostava…” Ah, é só eu dar as costas que o senhor continua a história, não é? É, sim. E porquê? Você usa muito porquês. É um direito meu. Não, não é. Ah, não? O que são direitos para você então, sabichão? Direito é o que permite que eu viva em meu mundo, com Líu, números e línguas geométricas, e você no seu, com porquês, lógica e seu consultório. Ah, agora filosofou; está querendo dizer que eu não te dou o direito de ser como é! Não, não estou. Então o que quis dizer? Quis dizer e deixar implícito que você não tem de me dar nada, pois direito não se conquista, o direito é eterno e nato; entretanto, não é direito meu interferir no seu direito, e vice e versa, coisa que o senhor está fazendo. Isso foi o que quis dizer. Entendo… Então agora acredita em Líu? Não. E no que acredita? No seu direito de crer nela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Disse que era médico. Preciso me consultar, quanto é? Nada, faço para o senhor de graça. Obrigado!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<blockquote><p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Um pequeno parágrafo sobre moral diria que essa é uma fábula sobre o direito do homem de ter seu direito de fazer o que quer sem ter o direito de interferir no direito (ou arbítrio) de outros homens. Eu diria que não é uma fábula, mas sim a história da vida e morte de Líu. As discussões sobre a verdade e a mentira, a crença e a não-crença, foram incluídas apenas para prolongar o relato. O fato é que uma história sobre uma criança imaginária deixa de ser uma história sobre uma criança imaginária quando passamos a querer impor aquilo que achamos certo à pessoa que conta a história – a interferir no direito do outro de contá-la como ele a vê. Entretanto, há momentos em que o que está em jogo não é o direito dos outros, mas sim a sua consciência. O contador de histórias, por exemplo, fez com que o doutor enxergasse seu erro interferindo no direito desse de errar. O que acontece é que muitas vezes esquecemos porquê diabos temos a capacidade de mudar certos aspectos na vida de outra pessoa, e acabamos usando essa capacidade unicamente para que essa pessoa concorde com nossas idéias a todo e qualquer custo. Isso é um erro, se quer saber. O meu direito termina onde o seu começa, mas o meu direito, nem o seu, não devem terminar, devem ser infinitos. Isso quer dizer uma coisa absurdamente simples e nada complexa: preservar a integridade dos homens é garantir que eles tenham o poder de pensar por si próprios. Não é dar a cada um deles um canto no mundo onde possam ficar sozinhos e refletir sobre determinados assuntos, mas sim garantir que uma pessoa sempre ajudará a outra na busca pela liberdade de pensamento, a liberdade de expressão, a liberdade de conduta. Isso seria um caos, uma vez que os direitos não teriam fim? Sim, seria, mas um caos que não é controlado por um único homem, e sim por todos. A evolução do homem não depende de fatores isolados, mas da relação de todos eles em uma comunidade talvez um pouco grande e emaranhada, porém que aos poucos vai se organizando conforme nós vamos progredindo nas relações com outros seres, a ponto de chegar um momento em que digamos “ei, quer saber, vamos abolir os direitos individuais!” sem que isso seja sinônimo de um Golpe de Estado, ou uma Ditadura. Numa sociedade unida pelo propósito do crescimento mútuo essa frase significaria que o homem não precisaria mais de termos para se organizar, não necessitaria de uma definição de “direito” para que esse fosse seguido ou defendido. Nessa realidade utópica e ficcional, nós, homens, teríamos atingido tal ponto em nossa escala evolutiva que a única palavra que teríamos de respeitar seria… nada. Não o termo “nada”, mas sim <em>nada</em>, como em “nada de nada”. Não haveria respeito, pois respeito é apenas um termo, um nome dado a um sentimento ou pensamento. O que haveria é o senso de que, uma vez que meu próximo é também um ser-humano, não pode ser tratado apenas com palavras, ou mesmo tido como o conjunto de algumas expressões que não abrangem a totalidade do que o homem representa – ele deverá ser tratado com <em>consciências</em>. Na verdade, as próprias palavras dariam lugar às consciências, o que quer dizer que chegaríamos a tal ponto em nossa história evolutiva humana que seríamos capazes de conviver com outros homens sem criar guerras, sem gerar desrespeito, preconceito e outros tipos de exclusão ou mal à nossa própria espécie: deixaríamos de rotular sentimentos e pensamentos para podermos usá-los, e viveríamos em conjunto com nossos irmãos, desejando apenas existir, mas existir em conjunto.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> Ou, em outras palavras mais polidas,“homem” deixaria de ser apenas uma outra palavra para “macaco”.</span></p></blockquote>
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		<title>A casa e o mar</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 17:35:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Furbino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[A casa era, de fato, consumada como um ato e exemplo da grandiosidade humana, encerrada em uma pedra, mas aberta e exposta ao resto do mundo como um porto, um cais, aonde viessem pousar os pensamentos e assossegar os corações, se se permitisse a ela a constância de um momento sem muitas atribulações, pois era, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=morekarma.wordpress.com&amp;blog=4044884&amp;post=8&amp;subd=morekarma&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A casa era, de fato, consumada como um ato e exemplo da grandiosidade humana, encerrada em uma pedra, mas aberta e exposta ao resto do mundo como um porto, um cais, aonde viessem pousar os pensamentos e assossegar os corações, se se permitisse a ela a constância de um momento sem muitas atribulações, pois era, ainda irrevogavelmente, uma casa d’homens e, como tal, assediada sem pausas para descansos pelas vontades desses.</p>
<p>Se o firmo do seu sopé e vergalhão era como o barulho surdinho do mar, não se sabe, ou melhor, se sabe, mas do que adianta? Que o mar é como a croncretitude de uma ação inabalável, verdade seja dita, é fato, pois suas ondas e remexeções o abalam, mas não o calam, nem com ele terminam. Mas a casa, se concreta assim é, se a força que a mantém também vem de seus abalos interiores, eu que sei? Eu não sei.</p>
<p>Eu vi, vim, passei, mas as casas se mantêm após seus donos, tremeses duram intactas, só acumulando particulinhas do fim, a poeira-da-areia, o picumã de um descaso insosso dos novos (se tiverem novos) donos e, ao fim dos meses, cai sua resistência e elas se entregam ao tempo, quebrantando suas formas parede a parede. Mas duram. Quando caem, ainda lhes resta a base. Quando essa, então, se vai, ainda lhes sobra o tempo.</p>
<p>Que casas não são concretas, mas duradouras para além da história, há de se saber todos os que interesse tiverem em discernir o que é casa do que é mar, o que é lar do que é tenebroso, o que é briga do que é paz. Se se disser do mar algo ruim, que antes lhes seja lembrada a casa. Não! Que, se se disser do mar algo ruim, que antes lhes sejam lembrados os homens e aquilo que constroem, pois as casas são dos homens, como esses são da terra. Se à terra eles voltam, aos homens é que elas, as casas, vão, seguem, prosseguem.</p>
<p>A casa não dura no chão, o tempo é que absorve as grandes paredes e a elas põe fim. Se se souber de alguém que viveu além da sua casa, que se saiba também que de vida, devidas as proporções do fato, é que esse não vive mais. O devir, devemos ir, sempre ao encontro de nós, sempre ao encontro do nosso… sempre ao encontro pode-se ir sem o lar, como sem o mar, e ao abandono deixar o que é nosso. Se soubermos o que é.</p>
<p>O mar engole o recife, alaga os pés, o bucho. Mas é o mar, senão, o que será?, que alimenta a segunda alma, a que não mostramos à ninguém, a que dividimos em quatro, cinco partes, para não, para, acredite, podermos ver que são pulos os risos e maneiros dessas linhas gerais que traçamos por nós. Pense em linhas que, se se esquecer do mundo, da casa, do mar, das linhas que traçastes não te esquecerás jamais!</p>
<p>Pois de linhas são feitas as casas, as que não foram feitas, só postas, e as que não foram postas, só erguidas. Soerguidas, diga!, imagine se soerguidas são as casas, pois eu digo não: estão no mar, ao nível do mar, a não ser que ele, e nada mais, as levante aos céus, até onde tocam o firmamento e dizem “ah, mas que zona!” ao olhar para a terra. Diga que os rios são mares, que o rio grande é isso, o mar, pois, se não, o que é rio, e o que é mar? E, suspiro, santo é aquele que contar as casas dentre as ilhazinhas dos grandes rios. Homem de bem, diferente e mais sábio que aqueles que constroem casas sem saber que mexem com o tempo, transgridem o vento, são sempre, mas também nunca!, artífices de si e do mundo. E eu, que não conto ganhar os medos dos que vieram antes de mim, mas os risos que ecoam nas, e entre as, paredes…</p>
<p>Se se esquecer de tudo, volte para casa tomando o caminho das águas, mas devolva-o quando acabar de usar, pois ele segue até o mar… ele segue até o mar. Ninguém te segue até lá. Que, se para terminar for a vida, o tempo se encarregue de fazê-la, também, uma outra casa nova.</p>
<p>Mas, ouça, ainda não é tempo de paz. Vozes ecoam com o raiar da alvorada.</p>
<p>________________________________________</p>
<p>Primeiro texto e conto deste blog. Vamos ver se vai pra frente! =)</p>
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